Início » Entrevista com Eduardo Borges (Duda)

Entrevista com Eduardo Borges (Duda)

Frescobol

Patrimônio imaterial da Cidade do Rio de Janeiro.

fale conosco

Instrutores perto de Você

A.F.R.O.

Coração Valente

Arena Pôr do Sol da Lagoa

Viciados por Frescobol

Garagem Búzios

Arena Araruama

Itacoatiara FrescobolArte

G-FIG

ACAFRE

Arena Santista

Arena Praia Grande-SP

ASFRET – ASSOCIAÇÃO DE FRESCOBOL DE TAMBAÚ

Equipe Olinda – PE

Arena Candeias PE

Equipe São Luís – MA

FamiliaFrescobol-Salvador-BA

FamiliaFrescobol – Brasília

Amigos Apaixonados pelo Frescobol – Salvador-BA

Vilas do Atlântico

Frescobol London

FRESCOBOL GREECE

Frescobol Portugal

Frescobol Itália

Estatísticas do Portal

  • 103.857 Visitantes

Confira uma entrevista realizada com o Atleta de Frescobol, Professor de Tênis e Campeão Brasileiro de Frescobol de Duplas em 2016 pela ABRAF – EDUARDO BORGES (DUDA)


MAISFRESCOBOL – Consegue lembrar a quantidade de títulos conquistados? Em que ano foi o primeiro?

Eduardo Borges: O frescobol entrou na minha vida após um acidente no pé direito que me custou seis fraturas e 1 ano de reabilitação me impedindo de voltar às quadras de tênis por quatro anos devido as fortes dores e um abalo emocional. Usando a areia como forma de tratamento o frescobol foi uma ferramenta e tanto para esta reabilitação, até que um dos dias de tratamento eis que surge o convite do atleta Emerson Felix (Macaé) para participar nas competições. No início uma simples diversão, mais foi em 2011 que surgiu o primeiro título de campeão da categoria profissional, evento realizado no SESC de Madureira organizado pela Gillsondsport.

Em 2013/14 fechei uma nova parceria com Mauricio Blackman, só que, as constantes mudanças de regras, conflitos das datas competitivas com trabalho, mais a lesão no ombro do Blackman, fora os parceiros improvisados, não me resultou numa boa temporada e sim aprendizado.

Tudo começou melhorar em 2015 quando decidi competir nas três modalidades Pro, Máster e na Mista que resultou no seguinte histórico:

  • Campeão Máster com Marcos Linhares Etapa Arnold Classic Cup – 2015;
  • Campeão Máster com Marcos Linhares Etapa Pêpe – 2015;
  • 3° Máster com Luiz Carlos Etapa Rio das Ostras – 2015;
  • Campeão Máster com Marcos Linhares Etapa Copacabana Posto 4 – 2015;
  • 3° Pro com M. Blackman Etapa São Pedro da Aldeia – 2015;
  • 5° Pro com M. Blackman Etapa Jogos Cariocas – 2015;
  • 5° Pro com M. Blackman Etapa Arnold Classic Cup – 2015;
  • 3° Pro com M. Blackman Etapa Pêpe – 2015;
  • 3° Pro com M. Blackman Etapa Vitória- Vila Velha – 2015;
  • Vice-campeão Pro com M. Blackman Etapa Rio das Ostras – 2015;
  • 5° Pro com M. Blackman Etapa Copacabana Posto 4 – 2015;
  • 3° Mista com Karina Saltun Etapa São Pedro da Aldeia – 2015;
  • 4° Mista com Karina Saltun Etapa Pêpe – 2015;
  • Vice-campeão Mista com Karina Saltun Etapa Copacabana Posto 4 – 2015;

Obs! Finalizamos o ano competitivo de 2015 com o seguinte histórico:

  • Campeão Estadual da categoria Máster com M. Linhares;
  • 3° no Profissional Masculino com M. Blackman;
  • 9° na Profissional Mista com Karina Saltun

Em 2016 aparamos arestas e decidimos mergulhar de cabeça e ficou assim;

  • Vice-campeão Pro com M. Blackman São Pedro da Aldeia – 2016;
  • 3° Pro com M. Blackman Arnold Classic Brasil Cuo – 2016;
  • Vice-campeão com M. Blackman Pro Etapa Pêpe – 2016;
  • Campeão Pro com M. Blackman Etapa Olinda/APEF – 2016;
  • Vice-campeão com M. Blackman Etapa Vitória/Vila Velha – 2016;
  • Campeão Pro com M. Blackman Etapa Natal UAJFN – 2016;
  • Campeão com M. Blackman Pro Etapa fortaleza – 2016;
  • 3° na Pro com M. Blackman Etapa Copacabana posto 4 – 2016;
  • Campeão Máster com M. Linhares Etapa São Pedro da Aldeia – 2016;
  • Bicampeão Máster com M. Linhares Etapa Arnold Classic Brasil Cup – 2016;
  • Bicampeão Máster com M. Linhares Etapa Pêpe – 2016;
  • Campeão Máster com Carlito Brandão Olinda/APEF –2016;
  • Vice Campeão Máster com Carlito Brandão Etapa Fortaleza – 2016;
  • Vice-campeão Máster com M. Linhares Etapa Copacabana – 2016;
  • Campeão Mista com Karina Saltun Etapa Arnold Classic Brasil Cup – 2016;
  • 4° Mista com Cintia Etapa Olinda/APEF – 2016;
  • 5° Mista com Karina Saltun Etapa Vitória/ Vila Velha – 2016;

Obs! Finalizamos o ano de 2016 com o seguinte histórico:

  • Campeão Brasileiro Profissional Masculino com M. Blackman;
  • Bicampeão Estadual da categoria Máster com M. Linhares;
  • 6° no Brasileiro Profissional Mista com Karina Saltun

da esquerda p/ direita: Blackman – Karina – Duda – Marcos Linhares

MAISFRESCOBOL – Qual o momento mais marcante na sua trajetória do frescobol?

Eduardo Borges: Em primeiro lugar nunca passou pela minha cabeça que aos 52 anos de idade existiria a possibilidade de eu ser campeão brasileiro de uma modalidade Open de qualquer coisa na vida! Logo afirmo com toda certeza que o momento mais marcante na minha trajetória do frescobol é o de ser campeão Brasileiro da única instituição competitiva atuante no Brasil em 2016, competindo ao lado do melhor atleta profissional Brasileiro eleito número 1 do ranking individual e de dupla e mais o titulo do vice-rei da praia MAURICIO BLACKMAN

MAISFRESCOBOL – Se tivesse que montar o jogador perfeito, de quem seria o melhor forehand, backhand, gancho, a melhor defesa e a melhor movimentação na arena?

Eduardo Borges: No frescobol o quesito potência é muito valorizado, mas eu não consigo enxergar ou se quer acreditar que a potência é a única vertente determinante para formação de um bom fundamento. Na minha concepção determinante é um conjunto de cinco elementos que quando sim dominados aproximam muito o atleta da perfeição, que são: velocidade, regularidade, precisão, técnica e tática.

  • Velocidade – tempo de realização de golpe (momentum de inércia);
  • Regularidade – ser capaz de manter no mínimo 20 batidas em jogo tanto no ataque ou na defesa;
  • Precisão – capacidade de direcionar a bola para qualquer lado independente do parceiro ser destro ou canhoto alto ou baixo;
  • Técnica – entender o quanto você é capaz de acelerar a cabeça de sua raquete usando todas as articulações envolvidas nesta ação;
  • Tática – saber por que, como e quando bater na bola entendendo a proposta tática do jogo;

È muito importante lembrar que a técnica perfeita não é só uma exclusividade dos atletas competitivos, existem muitos adeptos ao lazer e anônimos do frescobol que se enquadram perfeitamente neste contexto técnico. Só que para este caso usarei nomes de atletas profissionais altamente renomados do cenário nacional para uma possível montagem do meu atleta.

Os fundamentos Técnicos são:

  • Forehand para Marcelo Cobucci do RJ
  • Backhand para Davide do ES (Italiano)
  • Martelo para Marcos Linhares RJ
  • Gancho para Marcelo Silva SP

Os fundamentos táticos são:

  • Para os ataques – Bené (ES) e Marcelinho (SP) e Ronaldo da Ilha (RJ)
  • Para os contra-ataques – Rômulo (PE) Rodrigo Roger (PA) Jairo (BA)
  • Para as defesa – com duas mãos M. Blackman e Marcos Vinicius de Niterói (RJ)  de uma mão Didi (BA)
  • Para os salvamentos – Jean Messias (PE)
  • Para a movimentação – Marcelo Silva (SP)
  • Para os estrategistas – Nilton Oliveira (RJ), Alemão (Búzios) e Marcos Linhares (RJ)

MAISFRESCOBOL – No frescobol competição, que mudança radical você adaptaria ao espetáculo da partida?

Eduardo Borges: Mudança radical nenhuma, até por que é muito difícil falar sobre este assunto! O frescobol rendimento, frescobol lazer e frescobol educação são três vertentes muitas confundidas em redes sociais de bate papo.

Mais eu vejo o frescobol rendimento muito bem servido de regras, exemplos:

  • Para o frescobol velocidade funciona bem temos a regra da ABRAF mais que pode corre risco de apresentar falhas por conta da má interpretação da arbitragem;
  • Para o frescobol potência temos agora do radar que chegou forte, mais que também pode corre o risco de apresentar falhas por conta de um possível ajuste inadequado ao recinto;
  • Para o frescobol show não tenho nenhum critério de avaliação ate o dia que me for apresentado a esta regra;

O que eu não mudaria e sim adaptaria ao espetáculo com intuito de motivar os atletas irem para o risco máximo. Julgar somente as das 10 melhores sequencias de cada apresentação descartando as demais. Uma forma de excluir o medo e favorecer a ousadia.